The Twilight Saga Fanfics
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Meu nome é Isabella Swan, mais conhecida por “Bella”. Tenho dezessete anos e vim para este internato aos dez. Ao contrario do que a maioria poderia pensar, eu não fui obrigada a vir para cá, eu quis vir. Meus pais, Charlie e Renée, estavam em processo de separação e disputavam acirradamente minha custodia. A fim de evitar o fogo cruzado eu me refugiei aqui. No inicio pareceu ter sido uma boa idéia, agora eu já não sei. É difícil viver durante sete anos em um local cheio de regras, você sabe perfeitamente o que fará amanhã e no dia seguinte. Tem sido difícil manter a racionalidade, temo acabar como Jessica e seu desvio comportamental de sentir atração por garotas. Agora, em uma manhã de terça, estávamos fazendo algo corriqueiro. Antes das aulas éramos obrigadas a ficar prostrada diante do prédio onde ocorriam as aulas para cumprimentar a todas as funcionarias e o diretor e cantar o hino dos Estados Unidos. Eu pensei que aquele dia seria como qualquer outro. -Olha lá parece que a Jessica e a Lauren se entenderam. –Disse Angela ao meu lado enquanto o diretor dizia algo. Olhei de esguelha para onde as duas estavam. -Acho que isso significa que Jessica passará um tempo dormindo no quarto de Lauren. –Eu disse sorrindo. Significaria que poderia estudar sem ouvir as falas de Jessica. Angela sorriu certamente pensando o mesmo. Finalmente demos atenção ao diretor Calisle Cullen. -... E antes de dispensar a todos gostaria de lhes apresentar alguns alunos que farão parte do corpo estudantil a partir de agora. A minha direita estão meus filhos Emmet, Alice e Edward Cullen... –O diretor apontou para três jovens que subiram ao pequeno palco em fila indiana. -... E a minha esquerda meus filhos de criação, sobrinhos de minha esposa Esme, Jasper e Rosalie Hale, irmãos gêmeos. –Um rapaz e uma moça vieram pela sua esquerda. Eles nos cumprimentaram. Todos eram inacreditavelmente belos, se tornaram ensurdecedores os murmúrios das alunas empolgadas com os rapazes (e com as moças certamente) que estavam diante do palco. -É claro que apenas Alice e Rosalie estudarão com as demais alunas. Meus filhos terão aulas particulares. Não queremos problemas com as alunas. –A queixa das palavras ditas por Calisle foi instantânea. Confesso que até eu tive vontade de me queixar. Era um pecado capital nos privar da companhia daqueles adoráveis rapazes. E então aconteceu. Enquanto Calisle nos dispensava para as aulas eu fitei o rapaz de cabelos cor de bronze, o mais belo do grupo. Ele era tão belo que chegava a doer. Pele alva, cabelos lisos, bagunçados cor de bronze... Eu pude ver a cor de seus olhos quando o mesmo me olhou. Sim, ele me olhou em meio à multidão de garotas. Nós ficamos parados, nos olhando, os olhos dele cor ocre, simplesmente lindos. Tudo a minha volta desapareceu. Por que ele fixou seus olhos em mim? Por que eu não conseguia desviar meus olhos? Por que o jovem me deu um meio sorriso? Na certa meu queixo estava caído tamanha a sua beleza e ele estava rindo da minha reação. -Hei Bells! Vamos! –Angela disse puxando-me pelo braço. Foi difícil desviar os olhos dele. ... -Eles são lindos! –Jessica disse durante o almoço. Eu já estava um pouco cansada de ouvir essa frase de sua boca direcionada aos Cullen. -Que a Lauren não ouça você exaltando tanto os rapazes parentes de Calisle. Ela teria uma crise de ciúmes. –Disse Angela a ela. -Ah que se dane a Lauren! Cara se um dos Cullen me der bola eu a chuto mais rápido do que tomo esse suco! –Jessica teatralmente pegou o copo de suco em suas mãos e o virou. Angela riu. Eu fiquei calada ainda me lembrando do rapaz belo que me fitou. Eu não conseguia me lembrar do nome dele. E permaneci aérea durante todo aquele dia, felizmente minhas amigas nada desconfiaram, eu sempre fui um pouco desligada mesmo. ... -AH EU NÃO ACREDITO! –Bufou Angela jogando-se em sua cama. Eu suspirei colocando o livro que estava lendo em cima do criado mudo. -Eu sei meninas! Eu estou arrasada com isso! Dá para acreditar que agora mais duas meninas ficarão no quarto da Lauren? Pelo que sei são a Rosalie e a Alice, filhas do diretor. Elas ficarão lá provisoriamente até seus quartos na ala do diretor estejam prontos. Agora eu não poderei dormir com a Lauren sabe-se lá durante quanto tempo! Não vou agüentar. Sabem o quanto sou ninfomaníaca! –Jessica começou com seu teatro atirando-se na cama com os olhos úmidos. Eu revirei os olhos, sabia por que ela estava contando este fato para nós. Jessica não demorou a chegar ao ponto. –Meninas, será que vocês podem ficar um pouquinho fora do quarto para eu e a Lauren... Ah! Vocês sabem, né? –Angela emudeceu. -NEM PENSAR JESSICA! –Disse Angela. -Mas eu pago a vocês! É só por alguns minutos! –Ela ajoelhou-se no chão do quarto e começou o berreiro. Eu me levantei, peguei meu hobby e me vesti. Já era noite. -Tudo bem Jessica. –Eu disse, Angela olhou-me aturdida. –Deixe nosso dinheiro embaixo dos nossos travesseiros e não demore. Vem Angela. –Angela levantou-se vestindo seu hobby, seguimos para a porta. -OBRIGADA AMIGAS! VOCES NÃO EXISTEM! –Jessica berrou de dentro do quarto. Saímos a tempo de ver Lauren passar pela porta do nosso quarto. -E agora Bela? Para onde vamos? -Para o jardim Angela. Lá será mais difícil alguma monitora nos pegar. –Eu falei aos sussurros enquanto íamos para o jardim. A noite estava bela... E fria. Fomos até um correto na parte mais afastada do jardim, Angela deitou-se no banco. -Acho que vou descansar um pouco. Você me chama quando a Jessica acabar com a mini orgia dela? –Angela disse. -Claro. –Percebi que Angela estava com frio apesar do hobby que usava. Tirei meu hobby e a cobri. Ela abriu os olhos. -O que está fazendo Bella? -Com o meu hobby você não vai sentir tanto frio. –Eu falei dando de ombros. -Mas você vai ficar com frio! -Não se preocupe. Vou dar uma volta. –Eu falei seguindo para o lago que ficava atrás do dormitório feminino. Era um lago vasto, belo. O frio estava mais forte naquela área. Caminhei até a beirada do lago e fitei o mesmo assim como o céu ricamente estrelado. -Sem sono? –Ouvi a voz dizer. Fiquei sobressaltada. Olhei rapidamente para o lugar que vinha a voz temendo ver uma monitora, não foi o que vi. Apesar de estar um pouco escuro pude ver a silhueta masculina e o brilho da ponta de um cigarro acesso. Era o rapaz, filho dos Cullens, que me olhou. -Você! O que está fazendo aqui? –Eu disse ainda tentando conter sem muito sucesso a histeria que ameaçava me dominar. Ele deu de ombros. -Vim dar um trago. Não posso fumar nas dependências do prédio. Meus pais me matariam se sentissem cheiro de cigarro e desconfiassem que fosse meu. –Ele colocou o cigarro na boca e puxou a fumaça. Eu o fitei como uma idiota. –Quer dar um traço? –Ele falou estendendo o cigarro para mim. -Eu não sei fumar. –Falei enquanto lentamente convergia para a sua direção. -Eu não perguntei se você sabe fumar, perguntei se você quer um. –Com essa eu tive que rir, ele estava certo. -Quero. –Eu nem sei por que aceitei. Ele me chamou com o dedo indicador com o maldito meio sorriso nos lábios. Eu me aproximei. Ele retirou outro cigarro da carteira e entregou a mim, o mesmo o acendeu. -Como se fuma? –Perguntei enquanto me sentava ao seu lado embaixo da copa vasta de uma arvore qualquer. Encostei minhas costas em seu tronco assim como ele fazia. -Puxe e solte. –Ele riu. Eu mandei um olhar raivoso e coloquei o cigarro na boca, claro que engasguei. O cara riu de mim. -O que? Vai me dizer que é o fodão e conseguiu fumar logo de primeira? –Falei irônica. -Não estou rindo do fato de você ter engasgado. É que pensei que quando fosse oferecer o cigarro você viria com o típico discurso antitabagismo. -Eu posso ter morado durante sete anos em um internato, mas não sou a típica garota “com o sonho de ser uma miss universo”. –Falei enfatizando a expressão “miss universo”. Ele riu, sua risada era tão bela quanto uma música. -Você é diferente das outras alunas. -Você que pensa. Eu sou igual a elas. –Desta vez consegui fumar sem engasgar. Até que não era ruim. Ele voltou a fumar ao meu lado e olhamos para o céu. Eu estremeci pelo frio. -Está com frio? –Ele perguntou ao meu lado. Eu neguei com a cabeça. Quando olhei para o lado vi que ele retirava seu hobby, por baixo vestia calça moletom preta e camisa branca. –Tome. –Ele disse estendendo seu hobby. -Não precisa... Hmmm... Qual é o seu nome? –Ele ignorou minha recusa e colocou o hobby em meu ombro. Eu acabei por vesti-lo, estava quentinho. -Edward Cullen. E o seu? –Quando eu ia responder... -Bella? Onde você está? –Era a Angela. -Cacete! –Falei jogando o cigarro para o lado e me levantando. –Tenho que ir. -Sua amiga? –Ele perguntou sem se mover. -Minha colega de quarto. Temos que voltar para o nosso quarto antes que uma monitora nos pegue. –Ia retirar seu hobby, mas Edward se manifestou. -Pode levá-lo. Depois você me devolve. Está frio. -Melhor não. Se não terei que dar explicações a Angela. –Ele se levantou e prontamente pegou seu hobby vestindo-o. –Obrigada pelo empréstimo o hobby, pelo cigarro, pelas aulas de fumo... –Dei um meio sorriso, ele retribuiu ao meu sorriso sorrindo também. -Não precisa agradecer. Até por que não ofereço coisas de graça. Irei cobrá-las de você... Bella. –Eu o olhei abismada. Angela parecia estar mais próxima do lugar onde estávamos. Eu parti sem olhar para trás. -Hei! Onde você estava? –Perguntou Angela a me ver, ela não havia me visto com Edward. Peguei meu hobby ofertado por ela. -Estava caminhando. –Dei de ombros. Seguimos cautelosamente para o dormitório. Ao chegarmos a nosso quarto Jessica e Lauren estavam dormindo em suas camas e nosso dinheiro estava embaixo dos travesseiros. Eu me deitei e do momento que fechei meus olhos até perder a consciência eu não deixei de pensar nele, em Edward Cullen.
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